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terça-feira, 16 de setembro de 2014

COMO ENSINAR CIÊNCIAS

COMO ENSINAR CIÊNCIAS
1. Discorra, em poucas linhas, sobre os eixos didáticos que cada professor deve garantir no ensino de Ciências.
2. Relate, levando em consideração a sua vivência educativa, duas situações que caracterizaram obstáculos na aprendizagem das Ciências.
3. De acordo com a UNESNO/Brasil como deve ser o ensino de Ciências no nosso país?
4. Qual evento na história da humanidade alavancou a produção do conhecimento científico?
2. Relate, levando em consideração a sua vivência educativa, duas situações que caracterizaram obstáculos na aprendizagem das Ciências.

Todos os alunos têm direito a um vasto conjunto de medidas pedagógicas e psicológicas que os ajudem a desenvolver a sua aprendizagem da melhor forma possível. Quando o aluno, os pais ou os professores estão insatisfeitos com a qualidade da aprendizagem (com os resultados escolares, com a capacidade de utilização dos conhecimentos adquiridos, com o seu contributo para o projecto de vida do aluno) é preciso parar para pensar,observar e descrever objetivamente a situação.
  • Que objetivos de aprendizagem o aluno ainda não alcançou?
  • Qual o seu nível de desempenho atual?
  • Como tem vindo a evoluir?
  • Que tentou fazer o próprio aluno? e os professores? e os pais?
  • Que mais se pode fazer?
  • Quem pode ajudar?
  • Como se podem registar e medir eventuais progressos?
Este tipo de análise é normalmente realizado no contexto escolar, por vezes em colaboração com os pais. Os pais podem ser convocados pelo diretor de turma para tomarem conhecimento ou para darem o seu parecer sobre algumas medidas de apoio. Acredito que a grande dificuldade no aprendizado se estabelece em falta de motivação por conta de alguns fatores já citados no contexto da disciplina; e por último as dificuldades interpessoais dos alunos, seja pela didática do mestre, pela sua motivação interprofissional, ou mesmo pela questões biopsicossociais do educando.

PRÁTICA EDUCATIVA, PEDAGOGIA E DIDÁTICA

PRÁTICA EDUCATIVA, PEDAGOGIA E DIDÁTICANo ensino das ciências não pode ser diferente, devemos compreender a Didática situando-a no conjunto dos conhecimentos pedagógicos e esclarecendo seu papel na formação profissional para o exercício do magistério. Do mesmo modo que o professor, na fase inicial de cada aula, deve propor e examinar com os alunos os objetivos, conteúdos e atividades que serão desenvolvidos, deve ser contextualizado para o estudo da disciplina epigrafada, também neste livro de apoio cada seguimento se inicia como delineamento dos temas, visando a alcançar o processo de assimilação consciente de conhecimentos e habilidades.Este tópico tem como objetivos compreender os eixos didáticos que cada professor deve garantir no ensino de Ciências, justificar a subordinação do processo didático a finalidades educacionais e indicar os conhecimentos teóricos e práticos necessários para orientar a ação pedagógico-didática na escola. Consideraremos, em primeiro lugar, que o processo de ensino – objeto de estudo da Didática – não pode ser tratado como atividade restrita ao espaço da sala de aula. O trabalho docente é uma das modalidades específicas da prática educativa mais ampla que ocorre na sociedade. Para compreendermos a importância do ensino na formação humana, é preciso considerá-lo no conjunto das tarefas educativas exigidas pela vida em sociedade. A ciência que investiga a teoria e a prática da educação nos seus vínculos com a prática social global é a Pedagogia. Sendo a Didática uma disciplina que estuda os objetivos, os conteúdos, os meios e as condições do processo de ensino tendo em vista finalidades educacionais, que são sempre sociais, ela se fundamenta na Pedagogia; é, assim, uma disciplina pedagógica.Ao estudar a educação nos seus aspectos sociais, políticos, econômicos, psicológicos, para descrever e explicar o fenômeno educativo, a Pedagogia recorre à contribuição de outras ciências como a Filosofia, a História, a Sociologia, a Psicologia, a Economia. Esses estudos acabam por convergir na Didática, uma vez que esta reúne em seu campo de conhecimentos objetivos e modos de ação pedagógica na escola. Além disso, sendo a educação uma prática social que acontece numa grande variedade de instituições e atividades humanas (na família, na escola, no trabalho, nas igrejas, nas organizações políticas e sindicais, nos meios de comunicação de massa etc.) podemos falar de uma pedagogia familiar, de uma pedagogia política etc. e, também, de uma pedagogia escolar. Nesse caso, constituem-se disciplinas propriamente pedagógicas tais como a Teoria da Educação, Teoria da Escola, Organização Escolar, destacando-se a Didática como Teoria do ensino. Nesse conjunto de estudos indispensáveis à formação teórica e prática dos professores, a Didática ocupa um lugar especial. Com efeito, a atividade principal do profissional do magistério é o ensino, que consiste em dirigir, organizar, orientar e estimular a aprendizagem escolar dos alunos. É em função da condução do processo de ensinar, de suas finalidades, modos e condições, que se mobilizam os conhecimentos pedagógicos gerais e específicos.As ciências da natureza nas séries iniciais.A importância do ensino de Ciências Naturais em todos os níveis de escolaridade tem sido objeto de discussão em diversos trabalhos desenvolvidos no contexto brasileiro. Desse universo fazem parte trabalhos que tratam do ensino de Ciências nas séries iniciais, muitos deles inclusive, defendidos em programas de pós-graduação, corroborando a relevância que este tema vem assumindo na pesquisa educacional desenvolvida nos últimos anos (Zanon, 2005, Ducatti-Silva, 2005, Silva, 2006). Embora haja convergência de opiniões quanto à necessidade do ensino de Ciências, o qual já é presente nos currículos e planejamentos escolares, ainda hoje a formação científica oferecida nas primeiras séries não é suficiente se considerarmos como um de seus principais objetivos a compreensão, pela criança, do mundo que a cerca (Lorenzetti, 2005). Nesse sentido, o ensino de ciências se coloca como uma possibilidade de promover a alfabetização científica já nas séries iniciais, de modo que o educando possa refletir sobre o conhecimento científico de forma a realizar leituras de seu entorno social, no qual este conhecimento se faz cada vez mais necessário.As pesquisas sobre formação e profissão docente apontam para uma revisão da compreensão da prática pedagógica do professor, que é tomado como mobilizador de saberes profissionais. Considera-se, assim, que este, em sua trajetória, constrói e reconstrói seus conhecimentos conforme a necessidade de utilização dos mesmos, suas experiências, seus percursos formativos e profissionais. A discussão sobre o tema surge em âmbito internacional nas décadas de 1980 e 1990. Entre alguns dos motivos que contribuíram para a sua emergência está o movimento de profissionalização do ensino e suas conseqüências para a questão do conhecimento dos professores na busca de um repertório de conhecimentos, visando a garantir a legitimidade da profissão, havendo a partir daí uma ampliação tanto quantitativa, quanto, posteriormente, qualitativa desse campo (Tardif, 2000). Ao discutir a questão dos saberes docentes e a formação de professores, não nos arriscaríamos a dizer que o estudo desta temática é algo inédito, já que, de certa forma, vinha sendo estudada através da discussão de temas como a prática docente, o processo ensino-aprendizagem, a relação teoria-prática no cotidiano escolar etc., num contexto diferenciado, onde a escola era tida como "local" privilegiado para a transmissão do saber pelo professor, que detinha todo o conhecimento a ser repassado ao aluno. No entanto, considerando que tanto a escola como os professores mudaram, a questão dos saberes docentes agora se apresenta com uma outra "roupagem", em decorrência da influência da literatura internacional e de pesquisas brasileiras, que passam a considerar o professor como um profissional que adquire e desenvolve conhecimentos a partir da prática e no confronto com as condições da profissão.Neste livro de apoio ao curso a proposta do professor é no sentido de que a partir da leitura do texto que se descreve o aluno aprendiz responda as perguntas abaixo.I - COMO ENSINAR CIÊNCIAS1. Discorra, em poucas linhas, sobre os eixos didáticos que cada professor deve garantir no ensino de Ciências.2. Relate, levando em consideração a sua vivência educativa, duas situações que caracterizaram obstáculos na aprendizagem das Ciências.3. De acordo com a UNESNO/Brasil como deve ser o ensino de Ciências no nosso país? 4. Qual evento na história da humanidade alavancou a produção do conhecimento científico?Questionamentos e respostas.TEMA I - COMO ENSINAR CIÊNCIAS.Vamos discorrer em poucas linhas, sobre os eixos didáticos que cada professor deve garantir no ensino de Ciências.Reflexões ao questionamento.Para uma compreensão mais dinâmica dos eixos “didáticos” que cada docente deve assegurar na execução dos programas do ensino de ciências, data vênia, se faz necessário a um intróito da evolução da prática do ensino de Ciências na escola mediana.1 - O ensino de Ciências Naturais, ao longo de sua curta história na escola fundamental, tem se orientado por diferentes tendências, que ainda hoje se expressam nas salas de aula. Ainda que resumidamente, vale a pena reunir fatos e diagnósticos que não perdem sua importância como parte de um processo. Baseando nos dados implementados na apresentação dos PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais... Até a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases - Lei Federal no 4.024/1961, ministravam-se aulas de Ciências Naturais apenas nas duas últimas séries do antigo curso ginasial. Essa lei estendeu a obrigatoriedade do ensino da disciplina a todas as séries ginasiais. Apenas a partir de 1971, com a lei federal no 5.692, Ciências Naturais passa a ter caráter obrigatório nas oito séries do primeiro grau. Quando foi promulgada a LDB - Lei Federal número 4.024/1961, o cenário escolar era dominado pelo ensino tradicional, ainda que esforços de renovação estivessem em processo. Aos professores cabia a transmissão de conhecimentos acumulados pela humanidade, através de aulas expositivas, e aos alunos a absorção das informações. O conhecimento científico era tomado como neutro e não se punha em questão a verdade científica. A qualidade do curso era definida pela quantidade de conteúdos trabalhados. O principal recurso de estudo e avaliação era o questionário, o qual os alunos deveriam responder detendo-se nas idéias apresentadas em aula ou no livro-texto escolhido pelo professor. As propostas para o ensino de Ciências debatidas para a confecção da lei orientavam-se pela necessidade de o currículo responder ao avanço do conhecimento científico e às demandas geradas por influência da Escola Nova. Essa tendência deslocou o eixo da questão pedagógica, dos aspectos puramente lógicos para aspectos psicológicos, valorizando a participação ativa do aluno no processo de aprendizagem. Objetivos preponderantemente informativos deram lugar a objetivos também formativos. As atividades práticas passaram a representar importante elemento para a compreensão ativa de conceitos. A preocupação em desenvolver atividade experimental começou a ter presença marcante nos projetos de ensino e nos cursos de formação de professores. As atividades práticas chegaram a ser proclamadas como a grande solução para o ensino de Ciências, as grandes facilitadoras do processo de transmissão do saber científico. O objetivo fundamental do ensino de Ciências passou a ser o de dar condições para o aluno identificar problemas a partir de observações sobre um fato, levantar hipóteses, testá-las, refutá-las e abandoná-las quando fosse o caso, trabalhando de forma a tirar conclusões sozinho. O aluno deveria ser capaz de "redescobrir" o já conhecido pela ciência, apropriando-se da sua forma de trabalho, compreendida então como "o método científico": uma seqüência rígida de etapas preestabelecidas. É com essa perspectiva que se buscava, naquela ocasião, a democratização do conhecimento científico, reconhecendo-se a importância da vivência científica não apenas para eventuais futuros cientistas mas também para o cidadão comum. É inqüestionável a importância das discussões ocorridas nesse período para a mudança de mentalidade do professor, que começa a assimilar, mesmo que num plano teórico, novos objetivos para o ensino de Ciências Naturais. Porém, a aplicação efetiva dos projetos em sala de aula acabará se dando apenas em alguns grandes centros. Mesmo nesses casos, não eram aplicados na sua totalidade, e muitas vezes ocorriam distorções. É o caso da aplicação de material instrucional composto por textos e atividades experimentais, em que se "pulavam" as atividades e estudavam-se apenas os textos, também porque era já acentuada a carência de espaço e equipamento adequado às atividades experimentais. A ênfase no "método científico", acompanhou durante muito tempo os objetivos do ensino de Ciências Naturais, levando alguns professores a, inadvertidamente, identificarem metodologia científica com metodologia do ensino de Ciências. As concepções de produção do conhecimento científico e de aprendizagem das Ciências subjacentes a essa tendência eram de cunho empirista/indutivista: a partir da experiência direta com os fenômenos naturais, seria possível descobrir as leis da natureza. Durante a década de 1980 pesquisadores do ensino de Ciências Naturais puderam demonstrar o que professores já reconheciam em sua prática, o simples experimentar não garantia a aquisição do conhecimento científico. Ainda em meados da década de 1970, instalou-se uma crise energética, sintoma da grave crise econômica mundial, decorrente de uma ruptura com o modelo desenvolvimentista deflagrado após a Segunda Guerra Mundial. Esse modelo caracterizou-se pelo incentivo à industrialização acelerada em todo o mundo, custeada por empréstimos norte-americanos, ignorando-se os custos sociais e ambientais desse desenvolvimento. Problemas ambientais que antes pareciam ser apenas do Primeiro Mundo passaram a ser realidade reconhecida de todos os países, inclusive do Brasil. Os problemas relativos ao meio ambiente e à saúde começaram a ter presença quase obrigatória em todos currículos de Ciências Naturais, mesmo que abordados em diferentes níveis de profundidade e pertinência. Em meio à crise político-econômica, são fortemente abaladas a crença na neutralidade da Ciência e a visão ingênua do desenvolvimento tecnológico. Faz-se necessária a discussão das implicações políticas e sociais da produção e aplicação dos conhecimentos científicos e tecnológicos, tanto em âmbito social como nas salas de aula. No campo do ensino de Ciências Naturais as discussões travadas em torno dessas questões iniciaram a configuração de uma tendência do ensino, conhecida como "Ciência, Tecnologia e Sociedade" (CTS), que tomou vulto nos anos 1980 e é importante até os dias de hoje. No âmbito da pedagogia geral, as discussões sobre as relações entre educação e sociedade são determinantes para o surgimento das tendências progressistas, que no Brasil se organizaram em correntes importantes, como a Educação Libertadora e a Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos. Foram correntes que influenciaram o ensino de Ciências em paralelo à tendência CTS. Era traço comum a essas tendências a importância conferida aos conteúdos socialmente relevantes e aos processos de discussão em grupo. Se por um lado houve renovação dos critérios para escolha de conteúdos, o mesmo não se verificou com relação aos métodos de ensino/aprendizagem, pois ainda persistia a crença no método da redescoberta que caracterizou a área desde os anos 1960. A partir dos anos 1970 questionou-se tanto a abordagem quanto a organização dos conteúdos. A produção de programas pela justaposição de conteúdos de Biologia, Física, Química e Geociências começou a dar lugar a um ensino que integrasse os diferentes conteúdos, buscando-se um caráter interdisciplinar, o que tem representado importante desafio para a didática da área. Ao longo das várias mudanças, as críticas ao ensino de ciências voltavam-se basicamente à atualização dos conteúdos, aos problemas de inadequação das formas utilizadas para a transmissão do conhecimento e à formulação da estrutura da área. Nos anos 1980 a análise do processo educacional passou a ter como tônica o processo de construção do conhecimento científico pelo aluno. Correntes da psicologia demonstraram a existência de conceitos intuitivos, espontâneos, alternativos ou pré-concepções acerca dos fenômenos naturais. Noções que não eram consideradas no processo de ensino e aprendizagem e que são centrais nas tendências construtivistas. O reconhecimento de que conceitos básicos e reiteradamente ensinados não chegavam a ser corretamente compreendidos, sendo incapazes de deslocar os conceitos intuitivos com os quais os alunos chegavam à escola, mobilizou pesquisas para o conhecimento das representações espontâneas dos alunos. Desde os anos 1980 até os dias de hoje é grande a produção acadêmica de pesquisas voltadas à investigação das pré-concepções de crianças e adolescentes sobre os fenômenos naturais e suas relações com os conceitos científicos. Uma importante linha de pesquisa acerca dos conceitos intuitivos é aquela que, norteada por idéias piagetianas, se desenvolve acompanhada por estudos sobre História das Ciências, dentro e fora do Brasil. Tem-se verificado que as concepções espontâneas das crianças e adolescentes se assemelham a concepções científicas de outros tempos. É o caso das explicações de tipo lamarckista sobre o surgimento e diversidade da vida e das concepções semelhantes às aristotélicas para o movimento dos corpos. A contrapartida didática à pesquisa das concepções alternativas é o modelo de aprendizagem por mudança conceitual, núcleo de diferentes correntes construtivistas. São dois seus pressupostos básicos: a aprendizagem provém do envolvimento ativo do aluno com a construção do conhecimento e as idéias prévias dos alunos têm papel fundamental no processo de aprendizagem, que só é possível embasada naquilo que ele já sabe. Tais pressupostos não foram desconsiderados em currículos oficiais recentes. Esse modelo tem merecido críticas que apontam a necessidade de reorientar as investigações para além das pré-concepções dos alunos. Não leva em conta que a construção de conhecimento científico tem exigências relativas a valores humanos, à construção de uma visão de Ciência e suas relações com a Tecnologia e a Sociedade e ao papel dos métodos das diferentes ciências. Tais críticas não invalidam o processo de construção conceitual e seus pressupostos. São úteis, sobretudo, para redimensionar as pesquisas e as práticas construtivistas da área(...) CIÊNCIAS NATURAIS - A formação de um cidadão crítico exige sua inserção numa sociedade em que o conhecimento científico e tecnológico é cada vez mais valorizado. Neste contexto, o papel das Ciências Naturais é o de colaborar para a compreensão do mundo e suas transformações, situando o homem como indivíduo participativo e parte integrante do Universo. Os conceitos e procedimentos desta área, contribuem para a ampliação das explicações sobre os fenômenos da natureza, para o entendimento e o questionamento dos diferentes modos de nela intervir e, ainda, para a compreensão das mais variadas formas de utilizar os recursos naturais. Encontramos no PCNs, parte de conceitos introdutórios que nos leva a uma reflexão, que tal documento, voltado para todo o ensino fundamental, apresenta um breve histórico das tendências pedagógicas predominantes na área, debate a importância do ensino de Ciências Naturais para a formação da cidadania, caracteriza o conhecimento científico e tecnológico como atividades humanas, de caráter histórico e, portanto, não neutras. Também expõe a compreensão de ensino, de aprendizagem, de avaliação e de conteúdos que norteia estes parâmetros e apresenta os objetivos gerais da área. Para responder a questão solicitada não me conformo com um resumo simplista, pois entendo que a pergunta se vincula a busca de subsídios para o planejamento dos eixos educacionais que levam a dinâmica da prática do ensino de ciências. Por razoabilidade, os "eixos didáticos que cada professor deve garantir no ensino de Ciências..."passam pela compressão da (...) "ciência como corpo conceitual de conhecimentos; ciência como forma de produção de conhecimentos; ciência com vínculo com o saber e produção. Por fim: deve o docente fixar-se na perspectiva de incentivar, estimulando e valorizando a participação do corpo discente, dando a estes a visão de um espírito desafiador e que ele pode ter e terá a possibilidade de questionamentos que poderá gerar um novo saber.


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Conhecendo o professor.

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A Sexualidade ainda é um tabu, preconceito.

Mensagem:
Importância da educação sexual nas escolas e sua relação com a melhoria na qualidade de vida da sociedade.
PROBLEMA
Porque a sexualidade ainda é vista como um tabu na escola?
Como o professor pode ensinar a sexualidade de forma segura e ir além dos tabus?
OBJETIVOS
Objetivo geral
Ressaltar que o professor, além da família, exerce um importante papel na sexualidade da criança, orientando-a no dia-a-dia. Porém, para educar é preciso que o educador esteja preparado para tal tarefa.
Objetivos específicos
Entender a importância da educação sexual na escola.
Buscar uma prática mais reflexiva para que os tabus sejam quebrados.
JUSTIFICATIVA
A sexualidade sempre foi um tema de difícil discussão, sobretudo para crianças. A curiosidade, a descoberta das diferenças no próprio corpo e no corpo do outro, a descoberta das carícias e a fonte incontestável de prazer que o sexo representa, fizeram do assunto um tabu e algo que "não é conversa para crianças" contribuindo ainda mais na imaginação de cabecinhas ansiosas por informações.
Por todos esses motivos se torna necessário que escola tenha educadores preparados para esclarecer as dúvidas dos alunos. É importante que o professor demonstre que as manifestações da sexualidade infantil são prazerosas e fazem parte do desenvolvimento saudável de todo ser humano, dessa forma o professor estará contribuindo para que o aluno reconheça suas necessidades e desejos, ao mesmo tempo em que aprende as normas de comportamento necessário para viver em sociedade.
REFERENCIAL TEÓRICO
O objetivo da educação sexual na escola consiste em colocar professores com um preparo adequado e desempenhar de forma significativa seu papel, ajudando os alunos a superarem suas dúvidas, ansiedades, angústias, pois "A criança chega na escola com todo tipo de falta de informação e geralmente com uma atitude negativa em relação ao sexo. As dúvidas, as crendices e posições negativas serão transmitidas aos colegas". (SUPLICY, 1983).
Educação sexual não significa apenas passar informações sobre sexo. Significa também o contato pessoa / pessoa, transmissão de valores, atitudes, comportamentos. É importante observar se estes educadores estão preparados psicologicamente para falar sobre sexo. A maioria não fez nenhum tipo de curso. O que sabem é baseado em curiosidades de revistas e troca de informações com colegas, ou na leitura de livros que só dizem a respeito do biológico sem levar em conta respeito, sentimentos e emoções.
Muitos professores não possuem a própria sexualidade bem resolvida, tendo problemas no casamento ou consigo mesmo em relação ao sexo. Em suas aulas, certamente passarão um tom de frustração e inquietação.
De acordo com Maria Luíza Silveira Teles "Os professores encarregados de educação sexual na escola devem ter autenticidade, empatia e respeito. Se o lar está falhando neste campo, cabe à escola preencher lacunas de informações, erradicar preconceitos e possibilitar as discussões das emoções e valores" (TELES, 1992).
Os professores também devem evitar emitir seus próprios juízos de valores e opiniões como verdade absoluta. Sabemos que é impossível ficar totalmente isentos de opinar e nem devemos, mas é importante que as questões sejam lançadas, refletidas, discutidas, sem que apenas uma resposta fique como a correta.
Esclarecer os limites também faz parte do papel do professor. Este deve mencionar algumas questões importantes como o que se pode fazer em locais públicos e privados para que a intimidade seja preservada. Isso cabe principalmente às crianças que ainda não possuem esta noção bem definida.
De acordo com o PCN´s - Orientação Sexual, escolas que tiveram bons resultados com a educação sexual relatam resultados como aumento do rendimento escolar, devido ao alívio de tensão e preocupação com questões da sexualidade e aumento da solidariedade e do respeito entre os alunos. Para crianças menores relatam que informações corretas ajudam a diminuir a angústia e agitação em sala de aula (p. 122, 1997).
(...) E quem são, afinal os responsáveis por uma educação sexual que permita uma visão consciente da sexualidade (...) claro que os primeiros e principais responsáveis são os pais (...) E quem são os adultos que, pelo menos em tese, deveriam aliar-se aos pais nessa difícil tarefa de educar? Os professores, claro! (SAYÃO, Rosely).
Desta forma, há muito que fazer para que no decorrer dos próximos anos nossa sociedade aprenda a se compor com as exigências de nossa sexualidade sem preconceitos e tabus.
METODOLOGIA
Como psicanalista e psicopedagogo, eu CÉSAR AUGUSTO escrevi um projeto para discussão entre colegas em São Paulo, que surgiu a partir da constatação de que a sexualidade ainda é tida como um tabu nas escolas. Utilizamos algumas referencias bibliográficas como: livros, revistas e endereços eletrônicos.
BIBLIOGRAFIA
ARANTANGY, Lídia. Revista Isto É, nº 1340, p. 94. 07 de junho 1995.
GENTILE, Paola. Revista Nova Escola, p. 22 de abril de 2006.
SUPLICY, Marta. Conversando sobre sexo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1983.
TELES, Maria Luíza Silveira. Educação, a revolução necessária. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992.

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Sexualidade.


Mensagem:



A sexualidade é um tema que de grande importância para ser abordado no ambiente  escolar, por diversos fatores. Muitos desejos e sentimentos ainda não revelados, escondido a sete chaves na intimidade de cada um, podem auxiliar no diagnóstico de diversas situações inerentes à sexualidade, inclusive as questões de gênero. A Educação Sexual é um desejo e um direito dos jovens em idade escolar. Esta abordagem pode auxiliar no tratamento de questões delicadas, como situações que colocam a mulher em posição de desigualdade no contexto contemporâneo apesar das grandes conquistas que o universo feminino tem conseguido ao longo das últimas décadas. É no ambiente escolar, rico em diversidade cultural e social, onde crianças e adolescentes se encontram com o objetivo de construção de aprendizado, de culturas e valores e os educadores têm um compromisso de auxiliar na formação de cidadãs e (os) críticos e conscientes de seus direitos e deveres. Para formação do conhecimento, os educadores muitas vezes se preocupam completar os conteúdos propostos no planejamento e não percebem que muitas vezes esse mesmo conteúdo não é significativo para os estudantes. Desta forma, não há um aprendizado pleno que foi proposto, gerando indisciplina, xingamentos, piadinhas, fortalecimento das relações de poder e finalmente alguns abandonando a escola. Isso acontece porque há preocupações e conflitos interiores e exteriores que não consideramos relevantes, mas o são, como por exemplo, as questões de gênero. Para tanto há uma necessidade dos educadores passarem por uma capacitação, pois somos frutos dessa educação desigualitaria, machista, sexista e preconceituosa.


Ética - Pensamento.

Os avanços, nas últimas décadas, da genética, da bioquímica e da microbiologia, ou seja, da biologia molecular, resultaram em uma nova tecnologia voltada para a solução de problemas em benefício da sociedade. A biotecnologia vem contribuindo significativamente em áreas necessárias à sobrevivência humana, como produção de alimentos, controle de pragas, sanidade animal, diagnóstico de doenças hereditárias ou não, produção de hormônios e, ainda em seu início, a terapia gênica.
De tempos em tempos, e cada vez mais freqüentemente, a divulgação de novos avanços científicos e tecnológicos nesta área causam impactos na opinião pública e reacendem a polêmica sobre as precauções que se fazem desejáveis no ordenamento e no balizamento dos limites que a sociedade deseja impor à capacidade humana em avançar no desconhecido e a velocidade com que se deve incorporar as novas técnicas daí resultantes. Especialmente na biotecnologia, que rompeu barreiras naturais da limitação entre espécies e possibilitou a manipulação de um patrimônio que se originou nos primórdios da vida em nosso planeta, incluindo-se neste a criação de seqüências genéticas que nunca existiram, ou pelo menos nunca foram detectadas nos seres que conhecemos. É este avançar no desconhecido que faz com que cientistas e não-cientistas sejam cautelosos nos passos a serem dados.
Novas tecnologias muitas vezes assustam aqueles que não acompanham seu contínuo crescimento e inovação, particularmente quando recebem informações pela mídia em momentos particulares, quando algo espetacular ou de conseqüências inesperadas é divulgado.
PENSEMOS NA CIÊNCIA PARA O BEM COMUM!!!

SUMÁRIO

SUMÁRIO Ensino e Aprendizagem em Ciências Naturais. Estratégias e Práticas em Ciências. Como ensinar ciências. Como estimular o surgimento de um cientista. Aplicações das habilidades processuais. Usos e atributos do método científico. Atualização em ciências. Temas Específicos em Ciências. Trabalhando a biodiversidade. Estudando a diversidade do reino vegetal. A convivência com os animais: para além do antropocentrismo. Conhecendo o corpo humano.Sexualidade e Saúde: os saberes do educador.Metodologias que podem ser empregadas em sala de aula para abordar temas relacionados com a fisiologia e anatomia do corpo humano.
A importância do ensino de educação sexual nas escolas e sua relação com a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez na adolescência.